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A Igreja da Usina Tamoio e mais cinco pontos antigos do espaço que chegou a bater recorde continental de produção de açúcar e foi considerada a maior indústria sucroalcooleira do País e da América do Sul podem ser tombados pelo patrimônio histórico. Ao menos esse foi o pedido protocolado na Prefeitura nesta sexta-feira pelo vereador Donizete Simioni (PT) e o historiador Rogério Belmiro Tampellini ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Paleontológico, Etnográfico, Arquivístico, Bibliográfico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Ambiental de Araraquara (Compphara).
O vereador se baseia na Lei Municipal 6.055/2003 alterada pelas Leis 7.314/2010 e 8.034/2013, para pedir ao Conselho o tombamento no patrimônio histórico, artístico, afetivo, arquitetônico e cultural do município as edificações que pertenceram a ‘antiga’ Usina Tamoio, que surgiu em 1905, primeiramente com o nome de Engenho Fortaleza e anos depois chegou a abrigar 10 mil trabalhadores, moradores de suas colônias, divididos entre agricultura e industrialização com quase 1.500 casas.
Com o apoio técnico de Tampellini, o vereador, que nasceu na Usina e lá morou até os 24 anos, sugere seis locais que podem ser tombados: a Igreja da Usina Tamoio incluindo seus arredores, a praça e o obelisco, a chaminé principal da Usina Tamoio e a escultura em sua base, o Estádio da Usina “Comendador Freitas”, ou seja, o campo, as arquibancadas e o palco, a Igreja do Bela Vista e as edificações nos arredores e alameda, o Casarão do Bela Vista com o terreiro de café e a Igreja da Seção Marilu, também conhecida como a capelinha do Chibarro.
“Entendemos que outros monumentos não estão relacionados e enfatizados neste pedido, pois somente após o parecer do Ministério Público Estadual acerca da Representação protocolizada no último dia 24 de outubro, poderia haver, então, a possibilidade da realização de pesquisas e estudos apropriados para identificá-los”, diz Simioni.
Atualmente, a sede da ‘antiga’ Usina Tamoio, que hoje integra o Grupo Raízen, não está acessível para pesquisa e identificação de possíveis patrimônios, mas o Conselho tem legitimidade para pleitear o acesso. “Esta singela solicitação marca o início para o desenvolvimento de um complexo projeto de preservação de nossa história, que deve ser empreendido pelo Poder Público com a ampla participação da sociedade.”
Para Simioni, devido à iminência de depredações, descaracterizações, vandalismo e demolição do edifício histórico, é necessária a aplicação de medidas protetivas de preservação para os locais para que haja toda uma proteção durante o curso do processo. “A relevante herança cultural, histórica, documental, artística, arquitetônica, afetiva, religiosa e esportiva deixadas pela Usina Tamoio é inquestionável, assim, estamos à disposição da sociedade e deste Conselho para colaborar para o futuro do patrimônio cultural de Araraquara.”
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