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As responsabilidades para garantir água em quantidade e qualidade, para os seus diversos usos, devem ser compartilhadas entre a sociedade e o Poder Público, afirmaram os especialistas e palestrantes Leandro Contri Camparelli (AIIEGA e Mestre em Engenharia Urbana) e Zildo Gallo (Uniara), durante a primeira Mesa Redonda do Seminário “Água no Século XXI: Desafios e Soluções”, promovido pela Escola do Legislativo de Araraquara, na noite de quarta-feira no Plenário da Câmara Municipal, com a presença de público no local e transmissão ao vivo pela TV Câmara.
Mediado pela vereadora Edna Martins (PV), presidente da Escola do Legislativo, o encontro indicou ações de gestão ao Poder Público e de participação da sociedade organizada sobre a questão da água que é altamente estratégica por ser um bem público essencial à vida. Edna disse que essa ação conjunta entre o Poder Público e a sociedade foi bem sucedida na revisão do Plano Diretor de Araraquara, no ano passado, quando a Câmara Municipal realizou audiências públicas descentralizadas nos bairros da cidade. “Nesse debate, recebemos muitas propostas, muitas deles sobre meio ambiente e sobre a proteção dos recursos hídricos, que foram incorporadas ao Plano Diretor”, disse a vereadora que é presidente da Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Urbano Ambiental da Câmara, que coordenou os debates sobre a revisão do Plano Diretor. O professor Leandro Contri Camparelli lembrou que apenas 2,5% de toda a água do planeta Terra é água doce, e que sua distribuição geográfica restringe o acesso à água em diversas regiões do planeta. “No Brasil, por exemplo, há excedente hídrico na Amazônia e no Nordeste a realidade é de escassez”. Ele alertou que a atividade humana vem interferindo no ciclo das águas. “Com a urbanização há a impermeabilização do solo e remoção de vegetação. Também tem sido intensificada a exploração dos mananciais, nos mais diversos usos dos hídricos: agricultura, abastecimento público, geração de energia elétrica, turismo e recreação, transporte, etc. É preciso minimizar as consequências dos impactos ambientais sobre os recursos hídricos superficiais e subterrâneos. São necessárias medidas de proteção dos sistemas aquáticos em áreas rurais e urbanas”, disse. Camparelli disse que a gestão da água no século XX era local, setorial e dava respostas a crises. Já no século XXI deve priorizar uma avaliação integrada e preditiva dos impactos ambientais em nível de ecossistema das unidades de gestão das águas (bacias hidrográficas), de acordo com o previsto na Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Araraquara faz parte da Bacia Hidrográfica Tietê-Jacaré.
Para o professor Zildo Gallo, o “nó da questão” é o afastamento do ser humano da natureza. “No Brasil, até a década de 1950, a maioria da população vivia na zona rural. Houve o êxodo rural e atualmente quase a totalidade da população está no meio urbano, vivendo numa natureza construída. O processo de reconexão com a natureza é fundamental para conhecer e compreender a importância da água como um bem essencial à vida. Neste sentido, a educação é um dos caminhos, mas não o único. O cidadão precisa compreender a situação dos corpos d’água do município, os problemas das nascentes, matas ciliares e de poluição. O Poder Legislativo pode criar leis que determinam espaços sem impermeabilização nas residências, por exemplo. Na meio rural é preciso recuperar e preservar as nascentes, matas ciliares e topos de morros – que são caixas d'água naturais. É preciso avançar esclarecendo que a água e a natureza são bens públicos. Dentro da natureza, a água é um bem essencial à vida e um direito de todos. O desconhecimento do ciclo hidrológico é uma ignorância imperdoável”, disse o professor Gallo.
O vídeo completo da primeira Mesa do seminário sobre as águas pode ser acessado no link www.youtube.com/watch?v=uo5Moz7NO0g.
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