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Os moradores do Parque Gramado II estão insatisfeitos com uma série de problemas que enfrentam diariamente no bairro, relacionados, principalmente, a infraestrutura, trânsito, meio ambiente e iluminação. Em busca de soluções, um grupo de vizinhos apresentou suas reivindicações ao vereador Rafael de Angeli (PSDB) na sexta-feira (14). “Quando se loteia um bairro, é preciso dar infraestrutura. Não pode ficar abandonado assim”, queixa-se o morador Marco Pinheiro, que fez o primeiro contato com o gabinete do parlamentar, a pedido dos vizinhos.
“Esses dias meu filho quase foi atropelado”, inicia Carlos André da Silva Cunha. “Para desviar dos buracos da rua de cima, o pessoal está cruzando na contramão, e um carro quase pegou meu menino, que estava brincando na beira da calçada”. São muitos os buracos observados nas ruas da região. Alguns estão cheios de água, o que propicia a reprodução do mosquito Aedes aegypti. “Algo sempre desaconselhável em tempos de epidemia de dengue”, observa Angeli. Outro problema é a falta de calçadas em muitos pontos, o que obriga as pessoas a andarem pela via. “Falta dar estrutura, cuidar do bairro”, pontua Nilza Pereira, moradora há 12 anos. “Do jeito que está, quem tem terreno desanima de cuidar”. Os horários dos ônibus são outro problema. “O tempo de espera entre os ônibus chega a 1h40”, diz Amanda Santos. Ninguém espera, a gente acaba indo para a [Avenida Francisco] Vaz Filho, ou chama um moto táxi ou aplicativo, que é mais rápido. Se tivesse mais ônibus, a gente usaria. O bairro cresceu, precisa aumentar a frequência”, completa.
Luz e lixo
Amanda conta ainda que não se sente segura para sair de casa à noite. “Vocês não têm ideia do breu que é isso aqui. Dá muito medo de andar na rua.” Questionados sobre um eventual contato com a Prefeitura ou com a CPFL para resolver o problema, os vizinhos explicam que a companhia de eletricidade foi procurada, porém afirmou que em seus registros consta que nas ruas mais escuras não há casas, portanto não há necessidade de instalar postes de iluminação. “Para ajudar, o policiamento só passa na rua de cima. Na minha, várias casas já foram assaltadas”, diz Maria Helena dos Santos. Para evitar o acúmulo de detritos na rotatória em frente à sua casa, Cunha iniciou um projeto de plantação de mudas. Ele mesmo roça o terreno, bem como as calçadas da Rua Armando Fedato, e planta árvores, acompanhado por um vizinho. Isso não evitou, no entanto, o depósito de lixo e entulho na Área de Proteção Ambiental (APA) que margeia a rua. O problema se agravou quando um buraco foi aberto na cerca de proteção da APA. “Foi um pessoal da Prefeitura que veio abrir”, conta Cleiton Arão de Oliveira. “Eles explicaram que um barranco estava se formando, que precisavam fazer uma barreira por isso, e jogaram esse entulho todo aí. Ninguém entendeu a utilidade dele. Depois deixaram a cerca aberta, e pronto, virou isso”, completa, apontando a pilha de detritos de todo tipo, de restos de construção a lixo orgânico, passando por fraldas infantis. “Quando vemos alguém jogando, tentamos discutir, mas as pessoas riem da nossa cara e ainda nos chamam de ‘trouxas’”, acrescenta Isa Paiva, que aponta outro problema: “Se você prestar atenção, notará o som de água. Sou técnica ambiental, conheço as características de uma área de nascente, e tenho certeza de que há uma nascente aqui, que não está sendo preservada”.
Cobrando soluções
Angeli acionará os departamentos competentes da Prefeitura, da Controladoria do Transporte de Araraquara (CTA) e do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) para buscar soluções para os problemas apontados pelos munícipes. “Recebemos muitas reclamações de infraestrutura do bairro Parque Gramado e nos arredores. A Prefeitura precisa urgentemente agir nesses locais para garantir a qualidade de vida da população, que se sente totalmente abandonada perante os problemas. Cobraremos fortemente as secretarias competentes para que direcionem o olhar para essa região”, conclui.
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