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O modelo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e da Vila Xavier, foi o principal questionamento feito pelos vereadores durante a prestação de contas do segundo quadrimestre pela Secretaria Municipal da Saúde, na tarde da quarta-feira (6), na Câmara Municipal.
As falhas descritas e as sugestões apontadas foram feitas pelos parlamentares Edio Lopes (PT), Dr. Lapena (PSDB) e Farmacêutico Jefferson Yashuda (PSDB). Também estiveram presentes os vereadores Willian Affonso (PDT) e Jair Martinelli (PMDB). No período de maio a agosto, somente na UPA Central foram 143.616 atendimentos, média de 396 por dia. Já na unidade da Vila Xavier o número é um pouco inferior: 77.719 ou 224 por dia. Para Yashuda, o atendimento da UPA fica sobrecarregado porque as unidades espalhadas em bairros como os Jardins Roberto Selmi Dei e Iguatemi, além do Vale do Sol, está comprometido. Já Edio Lopes acredita que por falta de médicos a população é forçada a procurar a UPA longe de casa.
Problemas
Eliana Honain, que representou na prestação de contas o atual secretário Wilson Chediek, reconheceu a dificuldade em encontrar médicos para suprir a escala nos bairros e reconheceu que o modelo de atendimento no bairro como ‘porta de entrada’ não vem sendo cumprido. Já Dr. Lapena Barreto vê a falta de empenho nos bairros forçando pacientes, sem necessidade, a procurar um espaço destinado inicialmente à urgência e emergência. Eliana Honain admitiu o problema a ser resolvido com treinamento dos funcionários e entendimento ao modelo do Sistema Único de Saúde (SUS). Edio Lopes, então, sugeriu a criação de uma senha para que o paciente em busca de atendimento tenha uma real noção do tempo de espera na UPA. “Assim a pessoa vai saber quanto tempo esperou.” Para a representante da Secretaria de Saúde, essa medida será estudada, porém, somente com pessoas cuja classificação de risco for verde, ou seja, sem gravidade. Os demais, conforme preconiza o Ministério da Saúde, tem prioridade independente do tempo de chegada. Também médico, Dr. Lapena questionou a Secretaria de Saúde em relação ao pagamento dos profissionais da medicina, classificando a remuneração como baixa. Eliana Honain afirmou que uma nova proposta para esse impasse deve ser apresentada em breve. A medida levará em conta os gastos da pasta. Estavam previstos no orçamento R$ 152 milhões, dos R$ 186 milhões aprovados. Desse total, pouco mais de R$ 84 milhões já foram empenhados no período, sendo 35% proveniente de receita do município.
Dados
Ainda durante a prestação de contas, a Secretaria de Saúde apresentou uma série de dados como as dez unidades de atenção básica, as 16 do Programa de Saúde da Família (PSF), gastos com medicamentos, pessoal, Samu, hospitais e trabalhos realizados pelo Programa de Saúde Bucal. O petista Édio Lopes disse receber com frequência reclamações sobre a falta de próteses odontológicas. A Secretaria justificou terem sido mais de 4,6 mil no quadrimestre, mas, por outro lado, até que o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) passe a funcionar, a Prefeitura tem sim limitações. Não foi dado nenhum prazo.
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