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Não é à toa que muitos os conhecem como “ratos voadores”. Os pombos urbanos são animais onívoros que incluem, em sua dieta, detritos e lixos. Eles também se reproduzem rapidamente (até cinco posturas por ano) e transmitem doenças como criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose e dermatites. Além disso, abrigam vermes e insetos em sua plumagem, que podem se desprender no voo, caindo sobre os transeuntes.
Mesmo assim, essas aves despertam a simpatia de algumas pessoas, que as alimentam rotineiramente, levando à explosão de sua população. “Esse comportamento deve ser reprimido a bem da coletividade e da saúde pública”, alerta o vereador Rafael de Angeli (PSDB), que encaminhou à Prefeitura um requerimento solicitando esclarecimentos sobre fiscalização.
“Essas aves causam danos à saúde e ao ambiente. Suas fezes são ácidas e corroem monumentos em pedra, em especial de mármore, e podem comprometer o aproveitamento da água de reuso, caso infestem telhados. Muitas vezes, alojam-se em grande número no forro de casas, causando grande incômodo, por arrulharem com intensidade alta e por longos períodos”, pontua Angeli.
“Em vários países, como França, Itália e Inglaterra, existem multas pesadas para quem é flagrado alimentando pombos. E não precisamos buscar somente fora do país. Também há leis neste sentido em Guarulhos e na cidade de São Paulo”, informa o parlamentar.
Angeli chegou a protocolar um projeto de lei na Câmara Municipal, em junho deste ano, com o intuito de coibir comportamentos de risco relativos aos pombos. “Posteriormente, porém, verificando que o artigo 77, inciso III, do Código de Posturas do Município, já prevê a proibição de criar e alimentar pombos em Araraquara retiramos o projeto de lei e encaminhamos ao Executivo uma indicação para que aconteçam campanhas de conscientização, alertando a população sobre o perigo que essa ave traz à nossa saúde e também para o fato de que essas ações são proibidas por lei”, explica.
Além da indicação, o parlamentar encaminhou um requerimento à Prefeitura, solicitando informações e documentos sobre a fiscalização desse artigo do Código, especificamente como está sendo aplicada, quantas notificações e autuações já foram realizadas e em quais anos aconteceram. “As pessoas que alimentam os pombos não têm ideia do tamanho do problema que podem causar. Estudos em Roma apontam que a alimentação, abundante de restos de comida, tem eliminado a seleção natural. Dessa forma, o percentual de pombos doentes, disseminadores de doenças, aumenta. Cuidar desta questão é cuidar da saúde da cidade”, conclui Angeli.
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