463
Em pronunciamento na Tribuna Popular da Câmara, na 67ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, na terça-feira (24), a professora Aureluce Demonte, credenciada pela coordenadoria do curso de Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp, Campus de Araraquara, falou sobre o tema “A crise e a tentativa de privatização das universidades estaduais paulistas”.
No manifesto dirigido aos representantes da sociedade araraquarense, a professora expôs o contexto deste momento de crise e greve deflagrada nas três universidades públicas do Estado. “Vamos expor os elementos envolvidos neste claro processo de desmonte do ensino público superior do Estado e, por conseguinte, a sua inegável qualidade na formação intelectual, pesquisa científica e extensão de serviços à sociedade”. Para a docente, “mais do que aviltados pela redução de 7% do nosso salário real que nos foi ofertada na nossa data base salarial, nos atribuem (servidores docentes e técnico-administrativos) a responsabilidade por uma folha de pagamento que em tese consumiria todos os recursos advindos do percentual do ICMS que é destinado às universidades públicas e acentuaria a crise financeira. É a tese que refutamos entendendo como a marcha orquestrada à privatização, apoiada nesse momento por vários artigos divulgados na mídia. A isso reagimos. E respondemos como um dever de falar a quem nos paga e a quem prestamos contas: os cidadãos desse Estado”. Aureluce lembra que a Unesp está presente em 24 campi e unidades experimentais distribuídos em todas as regiões do Estado de São Paulo, que contam com 3.730 docentes, 7.247 funcionários, 36.264 alunos de graduação e 12.818 de pós-graduação, segundo dados de 2013. “A sua presença no território do estado se traduz na formação, da ciência e da prestação de serviços à comunidade, na formação de forças de excelência intelectual, na produção do conhecimento científico e nos avanços tecnológicos e de inovação. Nesse tripé que caracteriza a universidade pública citamos o Campus de Araraquara e suas Faculdades de Ciências e Letras, Instituto de Química, Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Faculdade de Odontologia, que têm o compromisso de formar cidadãos conscientes, atentos às necessidades sociais e agentes cooperadores para o avanço da sociedade brasileira. Falar da produção científica e citando somente alguns exemplos da área da saúde e biológicas é não esquecer que a partir dela novas ferramentas da genética impulsionaram a produção agrícola, novos medicamentos e vacinas são desenvolvidos, novos tratamentos a doenças crônicas são alçados, novos compostos dos alimentos são explorados para contribuir com a saúde e, mais que isso, a prática do pensar livre e crítico é a ciência se traduzindo no dia-a-dia”, argumentou.
A professora rechaçou a tentativa de destruir esse conjunto de realizações bem sucedidas e o legado de 35 anos da Unesp, que está entre as melhores universidades brasileiras e sul-americanas. “É esse espaço privilegiado onde a nação apresenta as suas competências, projeta o seu futuro e se integra ao contexto nacional que querem arrancar. O caminho da privatização das universidades públicas tenta escamotear a urgente necessidade de que o Estado brasileiro melhore o ensino básico gratuito de forma a qualificar os que têm menos dinheiro a concorrer a uma vaga meritocrática nesta Universidade. Privatizá-la equivale a arrancar o coração da nossa nacionalidade e transformar o Estado num grande mercado. Refutamos o protagonismo do mercado como saída para a pretensa crise financeira”. Aureluce disse que o movimento vai além das questões salariais. “Lutamos antes de tudo contra um projeto universitário que tenta implementar a privatização das instituições que honram este Estado. Defendemos a manutenção da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade, que incluiria o acesso e permanência dos estudantes de baixa renda. Contraditoriamente, ao mesmo tempo em que a política de cotas foi implementada na Unesp, houve redução orçamentária à permanência estudantil. Aqui na Casa do Povo, registramos nossa luta. Mais do que um interesse corporativo nos move a garantia do ensino público de qualidade”, finalizou.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
A Câmara Municipal de Araraquara está com inscrições abertas para o Processo de Seleção Pública de Estagiários – Edital nº 001/2026. A seleção é organizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola...
Música Com mais de dez anos de carreira como pesquisador musical e discotecário, Ivisson Cardoso (mais conhecido como Meu Caro Vinho) traz sua curadoria, que gira em torno dos 40 anos do Axé Music...
Futebol Pela 10ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2, a Ferroviária recebe o Sertãozinho no sábado (14), às 18 horas, na Fonte Luminosa. O jogo terá transmissão ao vivo no canal do YouTube M...
Apenas 33,3% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres, segundo levantamento realizado pela Unesco. Essa sub-representação foi tema da Audiência Pública “Meninas e mulheres na ciência”, realiz...
A Prefeitura de Araraquara informa que, em razão das festividades carnavalescas, haverá interdições em dias e locais diferentes do município. No sábado (14), não haverá fluxo de veículos no trecho...
O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Araraquara está com 42 vagas de emprego abertas nesta sexta-feira (13), distribuídas em diversas áreas e níveis de escolaridade. As oportunidades são...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.