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Por falta de pagamento, serviço de limpeza em unidades de saúde e educação pode ser paralisado



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Após sucessivos impasses em relação ao pagamento de funcionários terceirizados da empresa Soluções Serviços Terceirizados, agora o indicativo é de chegar à paralisação dos serviços de limpeza em unidades de Pronto Atendimento, unidades de saúde, centros educacionais e escolas.

Esse foi o relato de um grupo de funcionários terceirizados que procurou, nesta terça-feira (11), o vereador Édio Lopes (PT) para pedir auxílio para a resolução do problema. “Agora atraso de pagamento é rotina, tanto do salário quanto do vale alimentação”.

No mês passado, quando foi procurado pela primeira vez, o vereador apresentou requerimento solicitando informações da Prefeitura sobre os motivos do atraso de pagamento aos funcionários terceirizados, cobrou a planilha de pagamentos realizados à empresa Soluções e a resolução do problema.

De acordo com as denúncias que chegaram ao vereador, a empresa estaria atrasando o pagamento dos salários aos funcionários devido à falta de pagamento por parte da Prefeitura. “É matemático, se a prefeitura não paga a empresa terceirizada os funcionários não recebem seus salários e não conseguem pagar suas contas. A Prefeitura precisa se posicionar sobre o problema e resolver”, afirmou Édio.

Com o rumo que as coisas estão tomando, o parlamentar se preocupa com o futuro da limpeza nessas áreas tão importantes para a população, como saúde e educação.

Uma das funcionárias, que prefere não ser identificada, estava chorando e em desespero. “Não consigo comprar nem alimentação para minha família e minhas contas atrasadas estão correndo juros. Quem vai pagar por isso? ”, frisou.

São 238 pessoas que trabalham para a Soluções Serviços Terceirizados, a maioria da periferia, que pedem uma solução imediata, pois a situação está chegando a um ponto insustentável, tanto que informaram que na próxima quinta-feira (13), às 8h, farão uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura com um indicativo de paralisação (greve).

Édio vai discutir com uma comissão a possibilidade de entrar com uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que o caso seja solucionado imediatamente.

“Também vamos entrar em contato com sindicato da categoria para que juntos possamos encontrar os melhores caminhos, pois quem trabalha tem que receber seus salários. Já vimos esse “filme” com a Gocil em 2014, quando a dívida era de mais de 11 milhões de reais. A prefeitura tem que honrar seus compromissos”, finaliza.


Publicado em: 11 de outubro de 2016

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Categoria: Câmara

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