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A melhoria das estradas de acesso aos assentamentos estaduais da região foi uma das principais questões discutidas pelos vereadores do Parlamento Regional Central na noite de quinta-feira (25), durante encontro no Plenarinho da Câmara Municipal de Araraquara. A reunião serviu ainda para debater outras demandas dos assentados e definir assuntos internos do parlamento, como agendamento das próximas reuniões, planejamento de atividades para 2015 e composição das comissões e conselho. A vereadora Edna Martins (PV), presidente do Parlamento Central, coordenou os trabalhos. Também estiveram presentes os vereadores Jair Martineli (PMDB), de Araraquara; José Roberto Legramandi (PR) e Renato Rateiro (PV), de Motuca; Walcinyr Bragatto (PV) e Roselei Françoso (PT), de São Carlos; e José Amarante (PV), de Matão; além de representantes dos assentados do Monte Alegre. Daniel Ferreira e Jorge de Brito, ambos do Assentamento Monte Alegre, falaram das dificuldades de escoamento da produção e de mobilidade para crianças e jovens irem à escola devido às más condições das estradas. “Tenho um aviário para abrigar 60 mil aves. Ao todo, no Monte Alegre, a capacidade é de 400 mil. As empresas de alimento que compram essas aves disseram que se não arrumarmos a estrada eles não vêm mais. Nossa fonte de renda está sendo prejudicada pelas estradas ruins”, resumiu Brito. Edna Martins sugeriu que o Parlamento Central encaminhe a demanda dos assentados ao governador Geraldo Alckmin, aproveitando sua agenda em Araraquara no próximo dia 2 de abril, solicitando recursos do programa Melhor Caminho para a recuperação dessas vias. “Vamos conversar também com os deputados Roberto Massafera e Márcia Lia para que eles possam trabalhar por essa causa”, acrescentou Edna.
Amarante sugeriu que os municípios da região destinem 3% da arrecadação do ICMS para investimento nessas estradas. O vereador de Matão sugeriu ainda que o Parlamento Central faça um requerimento ao governador Geraldo Alckmin de apoio à proposta que dispõe sobre a titulação dos lotes aos assentados do Estado, passando as terras definitivamente às famílias pelo custo de 10% do valor das propriedades. “Essas famílias têm hoje apenas a permissão de uso. Essa situação já dura cerca de 30 anos”, completou. Rateiro propôs, como medida de urgência, uma articulação do Parlamento Central junto a usinas para um socorro imediato, ou seja, o fornecimento de equipamentos para melhorar as condições de acesso no local a curto prazo. Somente na região do Monte Alegre existem 419 famílias assentadas, um contingente de aproximadamente 3 mil pessoas. Já a Regional de Araraquara soma mais de 1,6 mil famílias em assentamentos estaduais.
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