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Na manhã de quarta-feira (10), a vereadora Thainara Faria (PT) articulou uma reunião entre representantes da Organização Não Governamental (ONG) "Bebê a Bordo" e lideranças da área da Saúde a fim de levar ao conhecimento do poder público as principais demandas apresentadas pelas gestantes acompanhadas pela referida ONG. No foco da discussão: a necessidade de investir na humanização do atendimento e na melhor interação entre os órgãos que compõem o serviço de saúde do município.
As queixas levantadas pela assistente da ONG, Aline Vidal Tagliatella Motta, referem-se, em sua maioria, à ausência de sensibilidade de alguns profissionais da rede básica. Quanto a esse assunto, a secretária municipal da Saúde, Eliana Honain, foi enfática: “estamos atentos a esse problema e trabalhando pela capacitação desses profissionais, mas, infelizmente, não será uma lei que garantirá um atendimento humanizado. O problema está na formação”.
De acordo com Aline, as demandas ainda incluem a longa fila de espera para os procedimentos de laqueadura e a falta de informação quanto a que órgão de saúde recorrer em caso de intercorrências na gestação. “Temos gestantes que ficaram grávidas enquanto aguardavam pela cirurgia. No grupo que iniciou em 4 de maio, não foi diferente, há uma mãe na quarta gestação que, desde o segundo filho está na fila, esperando pela laqueadura”, relatou.
A diretora executiva da Fungota, fundação responsável pela Maternidade Gota de Leite, Lúcia Ortiz, informou que os procedimentos de laqueadura foram retomados neste ano com mutirões às sextas-feiras e aos sábados, totalizando 84 intervenções até o momento. “E em breve, daremos início às cirurgias de vasectomia”, anunciou.
Em relação ao atendimento às intercorrências durante a gestação, Lúcia reforçou que a gestante deve procurar a Maternidade apenas para as intercorrências associadas à gestação. Em casos de outras intercorrências não associadas ao estado gestacional, a mulher deve procurar as UPAs. Segundo ela, a instituição não dispõe de estrutura para emergências que não forem obstétricas.
De ponta a ponta
Outra dificuldade discutida durante o encontro foi a de atendimento aos recém-nascidos, o qual deve ser realizado na UPA Central. “O bebê de 0 a 15 dias sofre, pois acaba ficando desassistido. Este é um problema que existe e estamos trabalhando na sua solução. Nossa ideia é preparar os pediatras da UPA Central para lidar com essas situações”, pontuou a diretora.
Quanto aos rumores de demora na prática de exames de ultrassom, Lúcia informou que são realizados, em média, 200 por mês para as unidades de saúde municipais. Não entra nessa conta os realizados a partir da 36° semana de gravidez pelo Ambulatório de Final de Gestação, localizado no interior da Maternidade. “Temos capacidade para atender as grávidas do SUS (Sistema Único de Saúde). Se os exames não estão sendo realizados, é porque a demanda não está chegando até nós”, pontuou, alertando novamente para a necessidade de maior articulação entre as unidades que compõem a rede de saúde.
Thainara considerou o encontro extremamente produtivo. “Antes de criticar o sistema, é muito importante conhecer o funcionamento. Agora, vamos trabalhar pelo alinhamento da conduta dos vários serviços de saúde”, colocou.
Para críticas e sugestões à ouvidoria da Secretaria de Saúde, envie e-mail para ouvidoria@fungota.araraquara.sp.gov.br ou gabinetesaude@araraquara.sp.gov.br.
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