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A vereadora Fabi Virgílio (PT) protocolou, na segunda-feira (10), a Indicação n° 2056, solicitando a criação do Programa de Afeto e Abraços no Município.
O documento traz informações e explicações sobre o projeto, que consiste na quebra da cultura da palmada e da educação violenta na primeira infância e se constitui na promoção de encontros com as famílias, a partir dos cadastrados nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
A proposta é interromper um ciclo familiar e a cultura de que violência educa e, assim, oferecer às famílias outras referências, especialmente a educação por meio do acolhimento, do afeto e do abraço. “Desta forma, elas não irão mais sequenciar a violência e a cultura da palmada de forma naturalizada”, explica a parlamentar.
A indicação toma como base um programa adotado no Ceará, denominado ACT (do inglês “ACT Raising Safe Kids”, educar crianças em ambiente seguro). “O programa obteve um retorno enorme. Após nove encontros, as crianças mais agressivas passaram a ter uma convivência mais afetiva e respeitosa com os pais”, aponta.
Fabi argumenta que o número de encontros é importante para que se forme um vínculo entre as famílias e os profissionais. A vereadora também explica que em cada encontro é abordada uma dinâmica diferente. “Os encontros são feitos em cima da escuta, com famílias de crianças com até 8 anos de idade, que são convidadas a participar dessas reuniões e que estejam em situação de vulnerabilidade”, esclarece.
A parlamentar acredita que a iniciativa é uma tomada de consciência para muitos pais e responsáveis que pensam que o modelo que aprenderam na infância é o único possível para educar suas crianças. “Educar sem gritos e palmadas fortalece a identidade dos filhos como pessoas potentes e cheias de autonomia e traz um benefício muito maior no progresso deles enquanto indivíduos. São recomeços baseados no amor, no afeto e no reconhecimento da criança como o ser mais importante, em qualquer fase da vida”, observa.
Fabi acrescenta que oferecer programas que proporcionem esse tipo de acolhimento faz diferença no cenário de tragédias que vêm acontecendo em ambientes escolares. “São pequenos gestos, porém com potencial de mudar o comportamento, não só em casa, mas também na escola, no bairro e na vida”, conclui.
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