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Inclusão social também nos cinemas com tecnologia para tradução de filmes para surdos e cegos

Tema foi discutido pelo vereador Elias Chediek (PMDB) e representantes das salas de cinema, em reunião na Câmara Municipal de Araraquara

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Representantes de empresas exibidoras de filmes em Araraquara, membros de entidades sociais e da sociedade civil estiveram reunidos com o vereador Elias Chediek (PMDB), na Câmara Municipal, na quarta-feira (12), tratando da implantação do sistema de tradução de filmes nacionais e estrangeiros para pessoas surdas e cegas nas salas de cinema comercial no município. Em até dois anos, todas as salas de cinema do país deverão oferecer recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva em todas as sessões comerciais. O Estatuto da Pessoa com Deficiência determina a garantia do acesso a bens culturais como cinema e teatro. A agência resolveu ampliar o acesso para as salas de cinema.

 

Paulo Celso Lui, presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), comunicou ao vereador Chediek e aos presentes, que em 14 meses, metade das salas de cada grupo exibidor deverá oferecer o recurso de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição para pessoas cegas e Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, ou quem solicitar, ainda que o prazo da lei seja de dois anos para a adaptação total de filmes comerciais.

 

Realidade regional

Na Região Administrativa Central, formada por Araraquara, São Carlos, Matão e outros 21 municípios, há uma comunidade de 30 mil pessoas surdas, segundo dados da Lei Municipal de Acessibilidade dos Surdos – Empresa Amiga do Surdo. Já a deficiência visual atinge 3,6% da população, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades habituais como ir à escola, trabalhar e brincar, segundo dados do IBGE/Ministério da Saúde.

 

Ainda não está totalmente definida a tecnologia que será adotada como padrão dentro do território nacional, porém, há tendência de se utilizar um tablete ou um óculos e fones. Estuda-se também o uso de um aplicativo para tradução em Libras, que será pioneiro no mundo, considerando-se que os filmes estrangeiros não possuem essa tecnologia com equipamentos individuais para acessibilidade de pessoas surdas ou com deficiência auditiva no mundo. Araraquara deverá participar da fase de implantação dos equipamentos a partir de novembro de 2017.

 

Tem até lei, mas nem precisava

Para Chediek, a inclusão social passa pelas necessidades de todos os segmentos da sociedade. “A importância do direito de acessibilidade para todos poderem assistir a um filme em uma sala de cinema nem precisaria estar prevista em lei. É apenas uma questão de igualdade social, de justiça social. Esse esforço é mais um passo nessa direção”, afirmou, se referindo à Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência.

 

Participaram também da reunião a gerente da Moviecom Cinemas, Elisandra Cristina Torres, o advogado do Cine Lupo, Gilson Borges Nogueira, Théo Bratfisch, porta-voz para a Fundação Idioma Surdo, e a advogada Gislaine Cristina Gomes Figueira, presidente das Comissões da OAB de Responsabilidade Social e da Pessoa com Deficiência.


Publicado em: 13 de abril de 2017

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Categoria: Câmara

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