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Curso sobre autismo destaca importância do olhar para subjetividade para além do diagnóstico

Organizada pela Escola do Legislativo, iniciativa compõe a programação do Fórum Municipal Abril Azul – Conscientização do Autismo

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O Curso “Além do diagnóstico: a jornada do autismo”, ministrado pela professora especialista em Educação especial Aline Crociari e pelos supervisores de ensino Enrico Chinen e Eduardo Teixeira, aconteceu na quinta-feira (3), das 8 às 12 horas, na Câmara Municipal, e foi organizado pela Escola do Legislativo (EL), gratuitamente e com a emissão de certificado aos participantes, que lotaram o Plenário da Casa de Leis.

 

O presidente da EL, vereador Michel Kary (PL), abriu o evento, que abordou direcionamentos pedagógicos e aportes legais voltados para a escola, além de reflexões sobre o acolhimento familiar. “Essa iniciativa é muito importante para fortalecer o conhecimento e a troca de experiências sobre o tema”, destacou o parlamentar.

 

Ao longo do curso, que integra a programação do Fórum Municipal Abril Azul – Conscientização do Autismo, Aline realizou dinâmicas que destacam a importância da escuta ativa para entender a subjetividade de cada indivíduo diagnosticado com autismo. As atividades também desmistificaram algumas crenças em relação ao tema, como a afirmação de que toda pessoa com o transtorno do espectro autista (TEA) não gosta de ser tocada, por exemplo.

 

De acordo com a especialista, é preciso olhar para o indivíduo para entender suas características e necessidades, a fim de garantir acolhimento e inclusão. Ela também destacou a importância dessa conscientização, já que a cada 36 crianças nascidas uma é autista. “Provavelmente, você tem ou vai ter uma criança com o transtorno do espectro autista na sua família. Como essa criança vai ser recebida?”, questionou Aline.

 

Também foi explicado que o cérebro das pessoas diagnosticadas com esse transtorno funciona por imagens e precisa de mais rotina para se desligar de um assunto e começar outro. Por isso, a especialista ressaltou que é tão importante avisar sobre mudanças no que já estava planejado e de forma clara. Devido a essas características, ambientes com excesso de estímulos e mudanças bruscas de rotina podem desencadear crises nas pessoas com TEA.

 

Aline afirmou ainda que a legislação vigente considera a pessoa com o transtorno do espectro autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Além disso, ela frisou a importância de não enxergarmos as pessoas com deficiência de uma maneira negativa, que a reduza apenas ao diagnóstico, a fim de combater preconceitos e favorecer a inclusão.


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