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Em nova reunião realizada na segunda-feira (19), no Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”, a Comissão de Estudos para Pessoas com Deficiência Auditiva deu andamento às discussões para a melhoria da qualidade de vida dos surdos em Araraquara. A Comissão surgiu após reivindicação da vereadora Thainara Faria (PT).
A coordenadora executiva de Direitos Humanos da Prefeitura, Maria Fernanda Luiz, lembrou a importância da alfabetização em Libras para além da sala bilíngue. Silmara Aparecida Henrique, mãe de uma aluna surda e membra da Comissão, completou: “Libras é uma língua oficial, mas não há uma estrutura para isso. Resolvendo a questão da educação, melhoraria pelo menos 70% da vida dos surdos.” Maria Fernanda recordou a necessidade das propostas para os eixos de saúde, educação, cultura e lazer, assistência social, e trabalho e renda. “Estamos analisando também os cursos de Libras para servidores do município e para as famílias dos surdos. Nossa proposta é uma política pública eficiente e, para isso, precisamos de mais uns 60 dias de estudos”, afirmou. Silmara enfatizou que a dificuldade vai além da necessidade de intérprete. “Avançamos bastante, pois hoje temos um grupo para discutir as necessidades dos surdos. Cada deficiente tem a sua dificuldade e queremos que tenham independência.”
As mães presentes no encontro entendem que há a necessidade de um atendimento mais humanizado e muito pode ser melhorado na cidade. “Esse projeto vai nos ajudar”, disse uma delas. A coordenadora de Direitos Humanos priorizou na reunião pautas relacionadas à cultura e lazer, entre elas, sessões especiais de cinema, apresentações de teatro com intérpretes de Libras, atividades físicas adaptadas e inclusivas, oficinas de arte e oficinas de culinária e nutrição. Thainara sugeriu que as pessoas com deficiência auditiva tenham acesso também aos espetáculos de dança da Escola Iracema Nogueira. “Seria mais uma forma de incluir essas pessoas e o trabalho feito pela escola é maravilhoso”, pontuou a vereadora. “Mesmo que seja pouco, já é um avanço. Na questão do cinema, podemos começar pelos filmes nacionais. Para as atividades físicas, faremos um diálogo com as escolinhas da Secretaria de Esportes e Lazer. Já no caso das oficinas, temos as oficinas culturais da Prefeitura e podemos puxar ganchos para trabalho e renda, com artesanatos”, explicou Maria Fernanda.
“Apenas um centro de convivência, segrega. Precisamos de ações em diferentes espaços de convivência, como a Casa da Cultura, por exemplo. Eles não precisam de um espaço só deles, precisam estar em todos os lugares”, completou a coordenadora. Thainara entende que há muito a ser feito, mas acredita que a Comissão tem cumprido seus objetivos e buscado propostas interessantes para a comunidade surda. “Esse grupo tem sido um passo importantíssimo para a inclusão das pessoas com deficiência. A nossa luta é por uma política pública que garanta todos os seus direitos e transcenda governos.”
Também participaram da reunião Dulce Helena Pregnolato (representando a sociedade civil); a supervisora de ensino Cássia Maria Canato, representando a Secretaria de Educação; Maria Cecília Sambrano Vieira, representando a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social; e o assessor da Juventude, Guilherme Floriano.
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