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A Câmara Municipal aprovou, em Sessão Ordinária realizada na última terça-feira (24), a criação da Semana Municipal de Conscientização sobre Alergia Alimentar. O Projeto de Lei foi apresentado ao Plenário pelo vereador Enfermeiro Delmiran (PL).
As alergias alimentares são reações adversas do sistema imunológico que podem levar a quadros leves, como coceira ou irritações na pele, ou reações graves e potencialmente fatais, como a anafilaxia.
O objetivo da semana é difundir informações sobre a condição, orientar famílias sobre sinais de alerta e riscos da automedicação, incentivar o diagnóstico precoce e prevenir casos graves por meio da leitura adequada de rótulos e de substituições alimentares.
Para isso, o projeto prevê que escolas, unidades de saúde, instituições e a própria sociedade realizem anualmente, na terceira semana do mês de maio, campanhas educativas, palestras, atividades de conscientização e divulgação de informações sobre o tema.
“A informação adequada é uma ferramenta essencial de prevenção”, pontuou o vereador. “Muitos casos graves ocorrem por desconhecimento dos sinais iniciais, por falhas na identificação dos ingredientes dos alimentos ou pela dificuldade das famílias em reconhecer sintomas potencialmente perigosos, especialmente entre crianças.”
Para a presidente da Associação Restrições Alimentares Brasil (Reabra), Maira Arruda Fernandes de Figueiredo, a criação da semana não é somente um ato simbólico, mas sim uma estratégia de prevenção baseada em evidências.
Em Tribuna Popular realizada na mesma Sessão, ela destacou que dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) apontam para um crescimento das alergias alimentares nas últimas décadas, especialmente na infância. Em Araraquara, por exemplo, entre os anos de 2021 e 2024, o número de alunos com atestados de restrição alimentar na rede pública municipal de ensino cresceu mais de 300%. O assunto também já havia sido debatido em Audiência Pública realizada em novembro de 2025.
“Esses números demonstram que estamos diante de um fenômeno epidemiológico crescente, com impacto direto em escolas, creches, serviços de alimentação e ambientes coletivos”, comentou.
Assista a discussão na íntegra
O debate sobre o projeto foi transmitido pela TV Câmara, no canal 17 da Claro, e pode ser conferido na página do Facebook e no canal do YouTube da Câmara.
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