Publicado por: Foto: Google StreetView
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Em meados de outubro deste ano, o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Michel Kary (PL), questionou a Prefeitura a respeito da demora no agendamento de consultas, exames e cirurgias na rede pública municipal de saúde.
Em resposta, a Secretaria Municipal da Saúde apresentou dados detalhados referentes aos anos de 2024 e 2025, com levantamentos sobre a demanda reprimida, o número de atendimentos realizados e o tempo médio de espera por especialidade e procedimento. De acordo com as informações prestadas pela Divisão de Regulação da pasta, o levantamento de novembro de 2025 apontou mais de 15,9 mil consultas e 26,2 mil exames em demanda reprimida.
Entre os exames com maior tempo de espera estão arteriografias cerebrais (exames de imagem que usam raios-X e um contraste para visualizar e diagnosticar anomalias nos vasos sanguíneos do cérebro e pescoço), com média de 90 meses de espera, e histerossalpingografias (exame de raios-X que utiliza um contraste para avaliar o útero e as trompas uterinas), que chegam a 127 meses.
Já no caso de exames de imagem de rotina, como ultrassonografias e tomografias, o prazo médio varia entre 2 e 8 meses, dependendo da complexidade e da especialidade.
De acordo com a Prefeitura, “os exames laboratoriais são realizados em regime de ‘porta aberta’, em que os pacientes, munidos do pedido médico da rede pública, podem dirigir-se diretamente a um dos laboratórios credenciados — laboratório Buainain, São Roque e Unesp — e, desde que cumpram o preparo necessário, coletar os exames sem necessidade de agendamento”.
Radiografias e ressonâncias
Contudo, segundo o Executivo, há exceções, uma vez que, alguns exames considerados de “cota” não constam na tabela SIGTAP/SUS e, por isso, necessitam de autorização específica para realização, por serem de controle orçamentário.
Quanto aos exames de imagem, a Administração explica que a classificação é ampla, e o tempo de espera varia conforme o tipo: radiografias são feitas rapidamente, enquanto ressonâncias magnéticas podem demorar vários meses.
Sobre as cirurgias eletivas, a Secretaria destacou que o Município está em processo de unificação dos cadastros de fila de espera cirúrgica, uma vez que atualmente os registros encontram-se em posse dos prestadores de serviços, que nem sempre informam de forma recorrente o andamento das filas.
“Para corrigir essa situação, está em andamento uma licitação para contratação de uma nova empresa de software, que permitirá o controle das filas de forma automática e em tempo real. Assim que o sistema for implantado, as informações estarão disponíveis de modo transparente para a população e os órgãos de fiscalização”, informa.
Projeção anual
Os dados apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, foram realizados 7.181 procedimentos cirúrgicos, com projeção anual de aproximadamente 10,7 mil, número ligeiramente inferior ao de 2024, que totalizou 12,3 mil.
As especialidades médicas com maiores filas de espera incluem urologia, cardiologia, gastroenterologia e endocrinologia, algumas com atrasos que ultrapassam um ano.
Por fim, a Prefeitura ressaltou que mantém contratos vigentes com a Santa Casa de Misericórdia de Araraquara e com a Maternidade Gota de Leite, responsáveis por parte dos exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos, conforme pactuado, buscando equilibrar demanda e oferta.
Além disso, o Município tem prospectado recursos extrateto, por meio de emendas parlamentares, para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o acúmulo de procedimentos represados.
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