A vereadora Thainara Faria (PT) foi convidada para compor a Mesa Redonda que discutiu o tema “A Mulher na Democracia ‘Marielle Franco’” na noite de segunda-feira (9), no anfiteatro da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara. Também participaram da discussão a doutora em Direito e professora do curso de Administração Pública, Soraya Regina Gasparetto, e a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do município, Amanda Vizoná. Durante sua explanação, Soraya ressaltou que o assassinato de Marielle Franco – vereadora carioca, negra, homossexual e feminista - é o reflexo de um problema muito grave que assola o país neste momento: a crise democrática. “Ela era a minora das minorias. Sua execução foi uma forma de tentar sufocar o símbolo que ela representava: o de um Brasil plural”, pontuou a professora. Em seguida, Thainara tomou a palavra para questionar: “a quem interessa a execução de Marielle? Precisou que uma parlamentar do tamanho dela morresse para que se olhasse para as execuções que ocorrem diariamente nas periferias!”. A vereadora também abordou a baixa participação da mulher na política. “Embora haja previsão legal que garanta no, mínimo, 30% dos registros de candidaturas feitas pelos partidos políticos às mulheres, isso não é garantia de representatividade. Na maioria das vezes, as mulheres são utilizadas apenas como puxadoras de voto, porque ninguém quer comprar a bandeira das mulheres”, lamentou a vereadora. Por fim, Amanda Vizoná trouxe dados da violência doméstica em Araraquara. “Apenas em 2017, foram registrados cerca de 50 casos de estupros e 2 mil Boletins de Ocorrência de violência doméstica na cidade”, informou. Sobre a morte da vereadora carioca, a coordenadora acrescentou: “Marielle significa romper barreiras e é muito difícil falar sobre democracia quando uma mulher não teve o direito de viver”.
Publicado em: 11/04/2018 10:41:47